Nossa História
Há mais de 70 anos, uma trajetória de fé, caridade e amor ao próximo — da coragem de Dona Marinete à casa que hoje acolhe a todos.
A fundadora
Marinete Oliveira dos Santos nasceu em 1937, na localidade de Engenho Velho, distrito de Cascavel-CE. Ainda criança, mudou-se com a família para a Praia do Batoque, em Aquiraz, onde viveu a infância e a adolescência — filha de pescador e dona de casa, entre cantorias, emboladas de coco e a simplicidade da vida comunitária.
Numa época em que estudar era um privilégio raro, ela percorria longas distâncias a cavalo para frequentar a escola em Cascavel, passando a semana na casa de uma tia. Daquela luta nasceu o reconhecimento do valor do conhecimento — mais tarde, ela própria se tornaria alfabetizadora de crianças e adultos, ensinando em sua sala de casa pelo MOBRAL.
A verdadeira grandeza não está na ausência de obstáculos, mas na coragem de enfrentá-los sem abandonar os próprios valores.
Sua caminhada também foi marcada pela dor. Em 1970, um incêndio destruiu sua humilde casa de taipa e levou seu filho caçula, Fabiano de Cristo, ainda com um ano de idade. Sem nada — nem comida, nem roupas — ela e os filhos recomeçaram com o apoio de amigos e da comunidade, que se uniram para reconstruir o lar.
A partir de 1972, Dona Marinete iniciou sua trajetória mediúnica. Sob a orientação do guia espiritual Dr. Bezerra de Menezes, passou a realizar reuniões de evangelização em sua própria residência. O que começou como "a reunião da Marinete" cresceu, reuniu pessoas de várias localidades e atraiu voluntários, num constante movimento fraternal de ajuda e caridade.
A jornada das sedes
De uma casa de boneca no fundo de um quintal à sede própria de hoje — a obra nunca parou, mesmo diante de tantas mudanças de endereço.
Rua Prof. José Antônio
As reuniões aconteciam na própria casa da médium, com o auxílio fraterno do Dr. Bezerra de Menezes.
Cel. Biá, 2255 — "casa da boneca"
Dona Noélia Freitas cedeu um espaço no fundo do quintal; ali o grupo se reuniu por seis anos.
Tabelião José Marcos de Castro, 2016
Com a contribuição dos membros, foi possível custear o aluguel e manter viva a obra missionária.
Soc. Bezerra de Menezes — Alfredo de Castro, 1575
Erguida em um lote adquirido em 30 prestações: a primeira casa própria do grupo.
Pref. Vitoriano Antunes, 2075
Foi aqui que, numa tarde de reunião, o grupo recebeu seu nome: Grupo Espírita Amor e Luz — GEAL.
Pref. Vitoriano Antunes, 2045 (altos)
Por oito meses, o espaço foi cedido por dona Oledilma Targino, voluntária da casa.
Rua Honorato Pereira, s/n
Mais um aluguel na rota de sacrifícios — e de dedicação — pela continuidade da evangelização.
Rua José Antunes de Queiroz, 2354
A casa de uma amiga voluntária abrigou o grupo, dando seguimento ao trabalho.
Rua Samuel Bedê, 3061
Em terreno doado pelo município, ergueu-se a sede definitiva do GEAL — a materialização de décadas de fé e trabalho comunitário.
Um templo espírita, revivendo o Cristianismo, é um lar de solidariedade humana, em que os irmãos mais fortes são apoio aos mais fracos e em que os mais felizes são trazidos ao amparo dos que gemem sob o infortúnio. — Emmanuel